Avançar para o conteúdo principal

OPINIÃO: O MUNDO VIRTUAL


O mundo virtual é o lugar mais perigoso que existe, para seres assaltado não precisas sair da casa, para namorar não precisas ver e nem conhecer a tua namorada. Neste mundo, tu confias cegamente em alguém que nunca viste de tal maneira que parece amor platónico . No espaço virtual,  as mulheres são impalpáveis, completamente ilusórias, umas se comportam e outras se vulgarizam na exibição corporal. Os homens são uns tolos inferiores gostam de se exibir mesmo casados, no mundo virtual tiram o anel e traem em palavras eróticas as suas mulheres, os que não sabem paquerar exibem fortuna herdada da "Yahoo e da Apple" e assim fingem ser milionários.

O mundo virtual virou uma espécie de segunda sociedade, as pessoas, brincam, conversam, amam, comem, dormem, fazem tudo que um ser humano normal faz, mas não se conhecem. Um dia, imagino as ruas, as estradas, as lojas, as escolas, os Notários, tribunais, os partidos políticos, tudo isso deixar de existir no mundo convencional, mas passar somente a prevalecer no virtual. Creio que chegará o dia que os partos serão feitos via redes sociais, as cirurgias mesmo que improvável serão feitos via correio eletrónico (@)arrobando as barrigas das gestantes. No mundo virtual, as igrejas dominam  o comércio até um Jesus Cristo falso foi criado e tem uma conta no Twitter e Instagram, mas acima  de tudo, neste mundo de circuitos, fios e teclas a cada dia que passa, proliferam-se, crentes e pastores de fé sem fé alguma, somente existem para entreter os cristãos da igreja virtual, onde Deus é a Google e companhia.

#XC
Autor: Xisto Conge


Publicado por: Jaime Bonga

Comentários

  1. Parece brincadeira, mas isso é uma realidade. A cada dia parecemos cegos e caminhamos para uma cegueira individual, no tange a comunicação com o nosso próximo.
    Bem que o Bauman definio a modernidade como "liquida"

    ResponderEliminar
  2. Parece brincadeira, mas isso é uma realidade. A cada dia parecemos cegos e caminhamos para uma cegueira individual, no tange a comunicação com o nosso próximo.
    Bem que o Bauman definio a modernidade como "liquida"

    ResponderEliminar
  3. Por isso, Helena, é bom que se faça um uso "benevolentemente" racional destas plataformas, desse "mundo".

    ResponderEliminar
  4. Só mesmo um olhar lúcido para perceber o lado não lúdico das plataformas em questão. É importante, aproveite-se, que alertemos os mais novos deste lado "amargo" das redes sociais, principalmente. Mas aos pais também, fica o puxão de orelhas: que o pretexto da conexão virtual não quebre a primeira e mais importante conexão, a família.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Noémia de Sousa, a mãe dos poetas moçambicanos

Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares Se estivesse viva, No émia d e Sousa faria hoje 92 anos de idade. Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares  ( Catembe ,  1926  —  Cascais , 4 de Dezembro de  2002 ) foi uma  poetisa , tradutora, jornalista e militante política  moçambicana . É considerada a “mãe dos poetas moçambicanos”. Noémia de Sousa estudou no Brasil e começou a publicar em  O Brado Africano . Entre 1951 e 1964 viveu em  Lisboa , onde trabalhou como  tradutora , mas, em consequência da sua posição política de oposição ao  Estado Novo  teve que se exilar em  Paris , onde trabalhou no consulado de  Marrocos . Começa nesta altura a adoptar o pseudónimo de  Vera Micaia . A sua obra está dispersa por muitos jornais e revistas. Colaborou em publicações como  Mensagem  (CEI),  Mensagem  ( Luanda ),  Itinerário ,  Notícias do Bloqueio  ( Porto , 1959),...

ELEIÇÕES: COMO VOTAR?

AGORA TE CONHEÇO MAIS: Andrice Covane não gosta de carne

1.  Apresentação  R:  Andrice Marcelo Covane, Curso de Licenciatura em Ensino de Português, 3o ano, minor Inglês. Participei das jornadas de 2018, tendo-me sido atribuído o 3o lugar. Desde 2017, tenho estado a participar no Curso de Literatura no Camões. Tenho participado em eventos como declamador e MC. Em 2017, terminando o 1o ano em grande, foi-me atribuída a bolsa de assistência no Centro de Línguas, onde trabalho até hoje. Sou natural de Gaza, localidade de Nhancutse, então distrito de Xai-xai, hoje Chongoene em 26/03/1997. Meu pai Marcelo Covane, mãe Laura Lumbela. Fiz o primário na Escola Primária e Completa de Nhancutse e o Secundário na Escola Sec. Bungane (1o ciclo) e em Escola Sec. Chicumbane (2o ciclo, tendo sido classicado como melhor estudante) - vivia em casa da minha tia, Albertina Lumbela. Vim a Maputo em 2017, tendo vivido em casa da minha tia, Argentina Lumbela, depois em casa do meu amigo Gabriel Matsinhe. Em 2018, vivia numa casa arrendenda, de...