Avançar para o conteúdo principal

OPINIÃO: Sociedade da pressa ou da Prematuridade




BAUMAN falava da  sociedade líquida, como aquela vista com descartável, em que as relações humanas são condicionadas num mundo meramente digital. Roubando as ideias deste filósofo, mas invertendo um pouco o sentido eu diria que hoje estamos na "sociedade da pressa", ou sociedade da prematuridade, em que as pessoas estão numa espécie de competição, sendo o vencedor aquele que for o mais devasso da sociedade.

As mulheres, desculpe, o certo seria dizer as criancinhas metidas a mulheres, estão num verdadeiro ring de gladiadores (neste caso gladiadoras), se deixam engravidar de uma forma, diga-se de passagem cinematograficamente extraordinária, revelando um verdadeiro despreparo para a vida. Isso de prenhar na imaturidade virou um torneio, para mim dá entender que os homens em pleno casino de certezas fizeram uma aposta, ganhando aquele que embarrigar mais raparigas menores de idade. Não que eu esteja contra a maternidade, nada disso, apenas acho que a pressa é inimiga da perfeição como se diz por aí, por mim essas meninas que estão a se deixar desvirtuar pelo sêmen de um Adão qualquer, deviam estar preocupados em estudar, estudar para serem pessoas dignas de serem chamadas pessoas. Além das gravidezes precoces, nesta sociedade da pressa, as nossas flores que nunca murcham (agora murcham), se precipitam no álcool, aos 13 anos viram exímios bebedores das bebidas mais nefastas a saúde e o resultado é sempre o mesmo parar numa fofa cama de hospital público e serem atendidas por médicos que detestam a sua profissão.

É só para terminar esta primeira parte talvez sublinhar novamente a palavra "médicos", esses profissionais também foram picados pela sociedade da prematuridade, porque ao invés de tratarem seus pacientes com zelo e dedicação lhes precipitam a cova é por isso que muitas vezes estes preferem auto-medicar-se, pois sabem que se pisarem ao hospital a sociedade da pressa, pode roubar-lhes a alma.



                                         Continua...



Autor: Xisto Conge





Comentários

Mensagens populares deste blogue

Noémia de Sousa, a mãe dos poetas moçambicanos

Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares Se estivesse viva, No émia d e Sousa faria hoje 92 anos de idade. Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares  ( Catembe ,  1926  —  Cascais , 4 de Dezembro de  2002 ) foi uma  poetisa , tradutora, jornalista e militante política  moçambicana . É considerada a “mãe dos poetas moçambicanos”. Noémia de Sousa estudou no Brasil e começou a publicar em  O Brado Africano . Entre 1951 e 1964 viveu em  Lisboa , onde trabalhou como  tradutora , mas, em consequência da sua posição política de oposição ao  Estado Novo  teve que se exilar em  Paris , onde trabalhou no consulado de  Marrocos . Começa nesta altura a adoptar o pseudónimo de  Vera Micaia . A sua obra está dispersa por muitos jornais e revistas. Colaborou em publicações como  Mensagem  (CEI),  Mensagem  ( Luanda ),  Itinerário ,  Notícias do Bloqueio  ( Porto , 1959),...

ELEIÇÕES: COMO VOTAR?

AGORA TE CONHEÇO MAIS: Andrice Covane não gosta de carne

1.  Apresentação  R:  Andrice Marcelo Covane, Curso de Licenciatura em Ensino de Português, 3o ano, minor Inglês. Participei das jornadas de 2018, tendo-me sido atribuído o 3o lugar. Desde 2017, tenho estado a participar no Curso de Literatura no Camões. Tenho participado em eventos como declamador e MC. Em 2017, terminando o 1o ano em grande, foi-me atribuída a bolsa de assistência no Centro de Línguas, onde trabalho até hoje. Sou natural de Gaza, localidade de Nhancutse, então distrito de Xai-xai, hoje Chongoene em 26/03/1997. Meu pai Marcelo Covane, mãe Laura Lumbela. Fiz o primário na Escola Primária e Completa de Nhancutse e o Secundário na Escola Sec. Bungane (1o ciclo) e em Escola Sec. Chicumbane (2o ciclo, tendo sido classicado como melhor estudante) - vivia em casa da minha tia, Albertina Lumbela. Vim a Maputo em 2017, tendo vivido em casa da minha tia, Argentina Lumbela, depois em casa do meu amigo Gabriel Matsinhe. Em 2018, vivia numa casa arrendenda, de...